O Evangelho do Enforcado 
Confesso desde já a minha dificuldade em opinar sobre este livro. Tenho sentimentos ambíguos em relação a ele, ambiguidade essa que não passa por gostar ou não gostar, passa sim, por gostar, mas com reserva porque é um livro violento, cru e muitas vezes chocante. Por isso tenho pudor em afirmar que gostei muito, porque sinto alguma repugnância pelo livro. Não sei se fui clara. Provavelmente só quem já leu perceberá a que me refiro. :)Em O Evangelho do Enforcado temos a história, ficcionada, de
Desisti. Violência gratuita.

Demorei quase quatro semanas a terminar de ler este livro, mas a verdade é que foi um prazer lê-lo. Se no início se estranha esta mistura entre romance histórico com fantasia (o Nuno Gonçalves nasce com espinhos que parecem ser de um ouriço-cacheiro? No mínimo, estranho!), à medida que vamos avançando na intriga, vamos ficando cada vez mais interessados. Apesar de o prólogo ser dedicado ao Infante Santo D.Fernando (fazendo com que se pense que a narrativa será focalizada nessa personagem
http://devaneiosdajojo.blogspot.com/2...
David Soares é autor dos romances "Batalha", uma história que discorre sobre o fenómeno religioso a partir do ponto de vista dos animais, "O Evangelho do Enforcado", que conta a história dos painéis de São Vicente de Fora, "Lisboa Triunfante", uma história mágica sobre a capital portuguesa, e "A Conspiração dos Antepassados", sobre o encontro do poeta Fernando Pessoa com o mago inglês Aleister
Infelizmente é um livro bastante desiquilibrado, onde o autor peca por querer ser cruel de mais e onde as personagens são pouco verosímeis. Nuno Gonçalves é um pintor psicopata, o infante Henrique é homossexual e o resto ou é fraco ou não é importante o suficiente para ter desenvolvimento psicológico. As personagens femininas podiam ser um aspecto positivo se não fossem SÓ prostitutas. Como feminista, e apesar de gostar do simbolismo que a prostituição tem na literatura, penso que o autor
David Soares
Paperback | Pages: 365 pages Rating: 3.96 | 110 Users | 20 Reviews

Particularize Books Supposing O Evangelho do Enforcado
| Original Title: | O Evangelho do Enforcado ISBN13 9789896371883 |
| Edition Language: | Portuguese |
Representaion During Books O Evangelho do Enforcado
Nuno Gonçalves, nascido com um dom quase sobrenatural para a pintura, desvia-se dos ensinamentos do mestre flamengo Jan Van Eyck quando perigosas obsessões tomam conta de si. Ao mesmo tempo, na sequência de uma cruzada falhada contra a cidade de Tânger, o Infante D. Henrique deixa para trás o seu irmão D. Fernando, um acto polémico que dividirá a nobreza e inspirará o regente D. Pedro a conceber uma obra única. E que melhor artista para a pintar que Nuno Gonçalves, estrela emergente no círculo artístico da corte? Mas o pintor louco tem outras intenções, e o quadro que sairá das suas mãos manchadas de sangue irá mudar o futuro de Portugal. Entretecendo História e fantasia, O Evangelho do Enforcado é um romance fantástico sobre a mais enigmática obra de arte portuguesa: os Painéis de São Vicente. É, também, um retrato pungente da cobiça pelo poder e da vida em Lisboa no final da Idade Média. Pleno de descrições vívidas como pinturas, torna-se numa viagem poderosa ao luminoso mundo da arte e aos tenebrosos abismos da alienação, servida por uma riquíssima galeria de personagens.Itemize Out Of Books O Evangelho do Enforcado
| Title | : | O Evangelho do Enforcado |
| Author | : | David Soares |
| Book Format | : | Paperback |
| Book Edition | : | Anniversary Edition |
| Pages | : | Pages: 365 pages |
| Published | : | February 2010 by Saída De Emergência |
| Categories | : | Historical. Historical Fiction. Horror. European Literature. Portuguese Literature |
Rating Out Of Books O Evangelho do Enforcado
Ratings: 3.96 From 110 Users | 20 ReviewsJudge Out Of Books O Evangelho do Enforcado
Com o seu estilo literário muito pessoal, David Soares visita a Lisboa quinhentista numa história que através dos mistérios dos Painéis de S. Vicente nos mergulha no fervilhar do Portugal pré-descobrimentos. Neste livro há duas grandes linhas narrativas que confluem. Por um lado, a história da história, do Portugal que começa a sua expansão com a conquista de Ceuta e as intrigas palacianas que envolvem os infantes lusos, centrada na visão pessoal do Infante D. Henrique, apresentado com um ascetaConfesso desde já a minha dificuldade em opinar sobre este livro. Tenho sentimentos ambíguos em relação a ele, ambiguidade essa que não passa por gostar ou não gostar, passa sim, por gostar, mas com reserva porque é um livro violento, cru e muitas vezes chocante. Por isso tenho pudor em afirmar que gostei muito, porque sinto alguma repugnância pelo livro. Não sei se fui clara. Provavelmente só quem já leu perceberá a que me refiro. :)Em O Evangelho do Enforcado temos a história, ficcionada, de
Desisti. Violência gratuita.

Demorei quase quatro semanas a terminar de ler este livro, mas a verdade é que foi um prazer lê-lo. Se no início se estranha esta mistura entre romance histórico com fantasia (o Nuno Gonçalves nasce com espinhos que parecem ser de um ouriço-cacheiro? No mínimo, estranho!), à medida que vamos avançando na intriga, vamos ficando cada vez mais interessados. Apesar de o prólogo ser dedicado ao Infante Santo D.Fernando (fazendo com que se pense que a narrativa será focalizada nessa personagem
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David Soares é autor dos romances "Batalha", uma história que discorre sobre o fenómeno religioso a partir do ponto de vista dos animais, "O Evangelho do Enforcado", que conta a história dos painéis de São Vicente de Fora, "Lisboa Triunfante", uma história mágica sobre a capital portuguesa, e "A Conspiração dos Antepassados", sobre o encontro do poeta Fernando Pessoa com o mago inglês Aleister
Infelizmente é um livro bastante desiquilibrado, onde o autor peca por querer ser cruel de mais e onde as personagens são pouco verosímeis. Nuno Gonçalves é um pintor psicopata, o infante Henrique é homossexual e o resto ou é fraco ou não é importante o suficiente para ter desenvolvimento psicológico. As personagens femininas podiam ser um aspecto positivo se não fossem SÓ prostitutas. Como feminista, e apesar de gostar do simbolismo que a prostituição tem na literatura, penso que o autor

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